CriptoJornal — 9 de maio de 2026
Bitcoin recua abaixo de US$80k; Aave recupera US$71M em Ethereum; Kraken busca charter bancário
🧠 Bitcoin Cai Abaixo de US$80 Mil Após Ataques dos EUA ao Irã
O Bitcoin caiu abaixo da marca de US$80 mil após os EUA lançarem novos ataques ao Irã, provocando alta nos preços do petróleo (que brevemente ultrapassou US$100/barril) e um movimento de risco desavançado. O mercado de futuros de cripto viu liquidações de aproximadamente US$300 milhões em 24 horas, com traders encurtando agressivamente suas posições. Apesar da pressão, a recuperação de março (quando BTC caía para US$65 mil) permanece intacta, com suporte crítico em US$75 mil. Os operadores agora monitoram atentamente a tensão geopolítica e a reunião do FOMC da próxima semana.
🚨 Radar Cripto
Juíza federal permitiu que a Aave prossiga com seu plano de recuperação de US$71 milhões em Ethereum vinculados a um ataque norte-coreano. Os fundos congelados na Arbitrum agora podem ser movimentados, embora reivindicações legais de vítimas de terrorismo permaneçam preservadas. Este é um passo significativo na resolução de litígios envolvendo ativos de cripto hackados.
A Payward, empresa-mãe da Kraken, entrou com pedido de charter de empresa de confiança nacional junto ao OCC (Office of the Comptroller of the Currency). Se aprovada, a Kraken se tornaria um dos poucos bancos federalmente regulados focados em custodia de cripto. Isso reflete a tendência crescente de consolidação regulatória na indústria de ativos digitais.
Com Bitcoin se consolidando, altcoins como ICP (Internet Computer), NEAR e UNI lideraram ganhos substanciais nesta semana. O ICP disparou mais de 21% desde 4 de maio, impulsionado pelo otimismo em torno do setor de IA. O índice CoinMarketCap de 'altcoin season' subiu para 42/100, sugerindo possível retorno do interesse em ativos alternativos.
A Ondo Finance completou seu primeiro resgate transfronteiriço de títulos do Tesouro americano em parceria com JPMorgan, Mastercard e Ripple. Este marco impulsionou o token ONDO a ganhos de 8%, demonstrando o progresso em tokenização de ativos reais (RWA) no blockchain.
O Banco Central do Brasil publicou a Resolução 561, que entra em vigor em 1º de outubro de 2026, proibindo o uso de criptomoedas e stablecoins para liquidação de pagamentos transfronteiriços via canais oficiais. A medida afeta fintechs e empresas de pagamento, mas não impede transações diretas entre pessoas. Este é um movimento regulatório para proteger a infraestrutura oficial de câmbio.
As ações da Coinbase subiram 10% nos últimos pregões após a empresa reportar perdas no Q1 2026, superando inicialmente as expectativas pessimistas do mercado. O momentum se beneficia da sinalização positiva do presidente da SEC, Paul Atkins, que indicou abertura regulatória para regras em torno de mercados onchain.
💡 Insight da Edição
A regulação brasileira avança de forma clara: o BCB mantém controle sobre a infraestrutura oficial de pagamentos (Pix e câmbio) mas permite operações diretas de cripto entre pessoas e na margem (off-ramps como a Vellora). A proibição de criptos nos canais regulados torna o Pix on/off-ramp ainda mais estratégico para empresas que conseguem navegar a compliance. Globally, a aprovação de Kraken e Ondo em regulações bancárias sinaliza mainstream institucional consolidado. Com Bitcoin ainda resiliente acima de US$80k apesar da pressão geopolítica, o mercado segue em modo construção bullista, mas com atenção máxima a riscos de conflito e expectativa de decisões de política monetária.
Gostou desta edição?
Receba todas as próximas gratuitamente na sua caixa de entrada.