Harvard foge do BTC, Strategy quer 1 milhão de coins e o Brasil prende cripto criminosos
Bitcoin segura os $78k enquanto o mundo institucional se divide: uns saem, outros dobram a aposta
🧠 Harvard corta 43% do Bitcoin e abandona Ethereum — Abu Dhabi compra mais
A Harvard Management Company cortou 43% da sua posição no ETF de Bitcoin da BlackRock (IBIT) no primeiro trimestre de 2026, reduzindo de ~$443M para ~$117M. E foi além: vendeu 100% da posição de $86,8M em ETH via ETHA — posição aberta apenas um trimestre antes. Do outro lado, o fundo soberano de Abu Dhabi (Mubadala) aumentou sua posição em IBIT em 16%, chegando a $566M. JPMorgan também aumentou 174% sua exposição. O mercado institucional não está saindo do cripto — está se dividindo entre quem tem paciência para o longo prazo e quem não tem.
🚨 Radar Cripto
A Strategy de Michael Saylor anunciou plano de recompra de $1,5 bilhão em notas conversíveis emitidas em 2029, financiando com caixa, emissão de ações e, se necessário, venda seletiva de Bitcoin. A empresa continua em sua missão de construir a maior reserva corporativa de BTC do planeta — meta declarada de 1 milhão de Bitcoins.
SBI Securities e Rakuten Securities, duas das maiores corretoras do Japão, anunciaram planos de oferecer fundos de investimento em criptomoedas assim que os reguladores derem aval. Mais um país avançando enquanto o Brasil recua.
O Bitcoin estabilizou na faixa dos $78.000 neste domingo após a queda de ontem. O destaque negativo é o PI Token, que caiu para fora do top 50 altcoins por market cap após nova derrocada — mais um capítulo da saga de uma das moedas mais controversas do mercado.
A Polícia Federal brasileira apreendeu R$71 milhões (~$14M) em criptomoedas ligadas a crimes em 2025, um salto de 600% em relação a 2024. Os casos envolvem lavagem de dinheiro, o hack de $180M via Pix e o esquema do Faraó dos Bitcoins. PCC e Comando Vermelho também usam cripto para remessas.
O setor cripto brasileiro articula transformar seus mais de 20 milhões de usuários em força política para influenciar as eleições de 2026 — pressionando candidatos a assumir compromissos com regulação favorável e garantindo espaço no Congresso.
Análise recente aponta o México como o próximo grande mercado para fintechs cripto da América Latina, com $40 bilhões em oportunidades mapeadas. Nubank e Revolut estão acelerando expansão no país, que combina alta desbancarização com crescente adoção de stablecoins para remessas dos EUA.
💡 Insight da Edição
O Brasil em 2026 virou um paradoxo cripto: mais de $100 bilhões circulando, mas Banco Central proibindo BTC em pagamentos internacionais, polícia federal apreendendo cada vez mais, e o setor precisando se organizar politicamente para sobreviver. A Resolução 561 vence em 14 dias. Quem opera on/off-ramp via Pix precisa ter o plano B na gaveta.
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