CPI quente derruba Bitcoin abaixo de US$ 81 mil; liquidações somam quase US$ 1 bilhão em 24 horas
Inflação americana acima do esperado reacende apostas de juros altos no Fed; ETFs seguem saindo, dominância do Bitcoin beira 60% e Zcash recua mais de 10%
🧠 CPI de setembro acima do esperado empurra Bitcoin para perto de US$ 80 mil e market recalibra apostas de juros
O mercado cripto acordou em modo de fuga nesta quinta-feira (15). O CPI de setembro divulgado ontem nos Estados Unidos veio acima do esperado, reacendendo apostas de que o Fed pode manter juros altos por mais tempo, ou até voltar a apertar. O resultado derrubou ações e cripto juntos: o Bitcoin perdeu a faixa de US$ 83 mil e chegou a testar US$ 80 mil durante a sessão asiática, cotando por volta de US$ 81,2 mil.
A pancada foi generalizada: o Ethereum caiu mais de 5%, para perto de US$ 2.370, e as altcoins sofreram ainda mais, empurrando a dominância do Bitcoin para rechear 60% do mercado. Cerca de US$ 950 milhões em posições alavancadas foram liquidados em 24 horas, com os bulls levando a maior parte do prejuízo.
Analistas apontam que o suporte de US$ 80 mil é a linha que importa agora: se ceder, há quem fale em US$ 78 mil como próximo destino, e há quem alerte para um cenário mais severo na casa dos US$ 65 mil. Análise da Glassnode resume o momento como 'Boxed In': o Bitcoin segue preso abaixo do custo de aquisição dos compradores dos últimos dois anos, com os ETFs voltando a vender. A próxima âncora do calendário é a reunião do Fed de 28 de outubro.
🚨 Radar Cripto
O CPI de setembro veio acima do esperado e derrubou a tese de alívio monetário: o Bitcoin perdeu os US$ 83 mil, passou pelos US$ 81 mil e testou a casa dos US$ 80 mil na madrugada asiática, com US$ 483 milhões liquidados só em futuros de BTC e ETH na virada.
Cerca de US$ 950 milhões em posições alavancadas foram liquidadas nas últimas 24 horas, segundo dados agregados de Coinglass, com apostas compradas respondendo pela maior parte das perdas, agora somadas a mais de US$ 771 milhões na segunda (13).
O fundador do HEX e da PulseChain foi detido em Istambul sob notificação vermelha da Interpol, por sonegação fiscal agravada na Finlândia; a prisão acontece poucos dias após ele vencer na Justiça o processo da SEC.
Os ETFs de Bitcoin acumulam saídas líquidas de US$ 386,3 milhões nos sete primeiros pregões de outubro; os ETFs de Solana encerraram sequência de 14 semanas de entradas com saída de US$ 24,8 milhões, enquanto os de XRP seguem no positivo.
A venda geral de outubro castigou mais as altcoins e empurrou a dominância do Bitcoin para perto de 60%; Zcash recua mais de 10% após o rali das moedas de privacidade, e ETH, SOL e XRP perdem entre 3% e 5%.
O CoinTelegraph procura comprador após queda de cerca de 80% no tráfego orgânico desde a penalização manual do Google aplicada em outubro de 2025, num retrato duro do aperto dos sites de notícia do setor.
💡 Insight da Edição
Para o investidor brasileiro, o dia é de dupla pancada em reais: o Bitcoin caiu em dólar E o contexto de juros altos nos EUA fortalece o dólar, que opera perto de R$ 5,05, pressionando o câmbio. Com isso, o BTC negociado no Brasil saiu da faixa de R$ 440 mil e agora muda de mãos por cerca de R$ 410 mil, como destaca a cobertura do Estadão sobre o 'novo risco' que preocupa o mercado. O ramificação local: se o Fed mesmo assim surpreender com alta de juros ou sinal mais dura na reunião de 28 de outubro, a combinação dólar alto + cripto em queda pode aprofundar a queda no preço local, ainda que proteja em parte quem pensa em reais a longo prazo. No front doméstico, o recuo de 10% do Zcash esfria o rali das moedas de privacidade que vinha dominando as conversas por aqui, e o caso Richard Heart serve de lembrete: fundador carismático não é garantia de governança ou conformidade fiscal. Nada aqui é recomendação de investimento.
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