Bitcoin acorda acima de US$ 82 mil e tenta virar a chave na segunda; ETFs sangram US$ 549 milhões e JPMorgan leva JPM Coin à Ethereum
Mercado retoma o fôlego após a semana do susto inflacionário, com USDT e USDC firmes e ZEC puxando as altcoins; Qubic congela a rede após ataque, Starknet segue em votação histórica e outflows de Ether ETFs se aproximam de US$ 1 bilhão em outubro.
🧠 Segunda-feira de recuperação: Bitcoin volta aos US$ 82,7 mil e o mercado aguarda o Fed de 28 de outubro
O Bitcoin abre a semana em modo de recuperação, subindo 1,3% e negociando perto de US$ 82,8 mil, depois de defender com sucesso a região dos US$ 80 mil na semana passada. O alívio vem do silêncio do Fed: o presidente Kevin Warsh evitou sinalizar alta de juros, e o mercado agora mira a reunião do Fomc de 28 de outubro como o próximo grande catalisador. O otimismo nos preços, porém, ainda não chegou aos fundos: os ETFs spot de Bitcoin e Ether registraram saída de US$ 549 milhões, os ETFs de Ether acumulam cerca de US$ 955 milhões de resgates em outubro (perto de US$ 1 bilhão) e os fundos de BTC esticam a sequência de resgates semanais para duas. O Uptober segue no vermelho, com queda de quase 4% no acumulado do mês. Nas altcoins, ZEC é o destaque com alta de 3,4%, impulsionada pelo anúncio de uma correção para proteger swaps contra computadores quânticos, e Solana sobe 2,2%, mostrando resiliência dois anos sem quedas de mainnet, segundo relatório citado pela Fidelity.
🚨 Radar Cripto
ETFs spot de Bitcoin e Ether registraram saída de US$ 549 milhões na última rodada; os ETFs de Ether acumulam cerca de US$ 955 milhões de outflows em outubro, às vésperas de fechar US$ 1 bilhão, e os fundos de Bitcoin completam duas semanas seguidas de resgates, segundo a Cointelegraph.
A rede Qubic foi congelada após um atacante drenar 1,4 mil carteiras criadas com seeds fracas; cerca de 87,1% dos fundos roubados seguem on-chain e o restante foi bloqueado na corretora MEXC, enquanto validadores preparam votação de um plano de recuperação.
O JPMorgan está expandindo o JPM Coin (deposit token) para a Ethereum, permitindo que clientes institucionais liquidem pagamentos e ativos tokenizados na rede, novo sinal de que o tradicional está migrando para a infraestrutura pública.
O projeto Cysic suspendeu sua bridge após um atacante emitir 10 milhões de tokens CYS sem autorização e mover US$ 727 mil para a Ethereum, conforme o The Block.
Desenvolvedores do Zcash planejam uma correção para manter as trocas de ZEC privadas contra futuros computadores quânticos; a notícia coincide com alta de 3,4% no preço do ZEC, que já soma forte rali em outubro.
A comunidade Starknet segue em votação histórica sobre sair da Ethereum e virar L1 próprio por causa dos riscos quânticos (QDay), e o fundador da HEX, Richard Heart, foi detido em blitz de manhã em Istambul, diz o Hodler's Digest da Cointelegraph.
💡 Insight da Edição
Enquanto o JPMorgan abraça a Ethereum e o mercado institucional global avança, o Brasil segue no centro de um cabo de guerra das stablecoins. De um lado, a Circle quer acelerar a entrada em cerca de 40 mercados emergentes, com o Brasil e a LATAM no epicentro da adoção: remessas internacionais liquidadas com stablecoins custam até 84% menos que os canais tradicionais. Do outro, o Banco Central apertou o cerco cambial com a Resolução 561, que proíbe liquidação via stablecoins e cripto nos pagamentos transfronteiriços regulados. O resultado é um mercado brasileiro que adota stablecoins pela porta dos fundos, com liquidez LATAM concentrada em poucos provedores segundo investidores ouvidos pela Cointelegraph. Para o investidor daqui, o recado é duplo: a infraestrutura cripto se torna cada vez mais prática no dia a dia, mas o terreno regulatório segue moviço e exige atenção às regras de câmbio antes de operar remessas.
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