Bitcoin oscila perto dos US$ 81 mil com o Fed no radar; ETFs de BTC têm o melhor dia em um mês com US$ 527 milhões e Visa libera stablecoins em 175 milhões de lojas
Mercado digere os comentários do presidente do Fed, Kevin Warsh, sobre inflação e aguarda a decisão de juros de 28/10; ETFs de Ether sangram US$ 320 milhões na semana, fundos de XRP encerram 13 semanas seguidas de entradas, Monero ultrapassa US$ 600 com apoio de Peter Brandt e Securitize vai tokenizar ações da Apple e da NVIDIA na Solana.
🧠 ETFs de Bitcoin têm o melhor dia em um mês, puxados inteiramente pela BlackRock
Os ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram US$ 526,7 milhões em entradas líquidas nesta segunda-feira (19/10), o melhor dia em quase um mês, segundo dados compilados pela CoinDesk. O impulso veio da BlackRock: o IBIT sozinho absorveu o suficiente para compensar as saídas de US$ 83,6 milhões do FBTC, da Fidelity, e de US$ 54,9 milhões do GBTC, da Grayscale. O apetite institucional retorna com Bitcoin firme acima dos US$ 81 mil, mesmo após o susto do VIX na sexta-feira e com o mercado de olho no discurso de Kevin Warsh, que sinalizou que a luta do Fed contra a inflação pode não ter terminado. A decisão de juros sai em 28 de outubro.
🚨 Radar Cripto
Bitcoin negocia a US$ 81.450 (-1,6% em 24h), pressionado pelos comentários hawkish do Fed, e o caminho até US$ 100 mil até o fim do ano divide analistas: uns apostam em adoção institucional e ativos de reserva de valor, outros apontam risco de juros altos.
ETFs de Ether somaram US$ 320,1 milhões em saídas líquidas na semana encerrada em 16/10, mais que os fundos de Bitcoin; já os ETFs de XRP interromperam uma sequência de 13 semanas de entradas com saída de US$ 1,84 milhão, e os fundos de Solana seguem sacrificados.
Visa firma parceria com a Mesh para permitir que usuários de carteiras cripto gastem saldos em stablecoins diretamente na rede credenciada da bandeira, alcançando 175 milhões de estabelecimentos no mundo.
Securitize anuncia planos de tokenizar ações de 12 gigantes dos EUA, incluindo Apple, NVIDIA, Tesla e Microsoft, na rede Solana, ampliando a fronteira dos ativos do mundo tradicional sobre infraestrutura cripto.
Monero (XMR) supera a marca de US$ 600 depois que o trader Peter Brandt elegeu a cripto de privacidade como sua favorita; ZEC, hoje no top 10 de mercado, recua 3% nas últimas 24h após forte rali recente.
A rede Sophon fixa 25 de novembro como prazo final para saques de usuários antes do desligamento planejado de sua mainnet, anunciado desde junho; quem tem ativos na rede precisa migrar.
💡 Insight da Edição
No Brasil, o movimento global de tokenização ganha versão local: a B3 planeja pedir licença de prestadora de ativos virtuais ao Banco Central e iniciar a tokenização de ações brasileiras no início de 2027, no mesmo espírito da Securitize nos EUA. Enquanto isso, o mercado local segue se ajustando à nova regulação: a Binance vai retirar 20 criptomoedas e diversos produtos para brasileiros, o Bitfinex encerrou sua integração com o Pix e a regra de retenção de 24 horas para transferências acima de US$ 10 mil começa a valer em janeiro de 2027. Para o investidor local, o recado é duplo: mais proteção e instrumentos regulados chegando, mas também menos variedade de ativos e mais burocracia nas transferências internacionais.
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