Bitcoin recua aos US$ 82 mil depois de tocar US$ 84,8 mil; Solana estreia o Alpenglow, maior upgrade de sua história, e EUA finalizam regras do GENIUS Act
Mercado cripto volta ao vermelho na quarta-feira após o rali de terça, mas dominância do BTC sobe a 59,5%; Solana corta o tempo de finalidade de 12,8 segundos para 150 milissegundos, OCC finaliza regras de stablecoins antes da virada do GENIUS Act, Tether aposta em pagamentos com USDT no Brasil e carteiras do governo dos EUA movimentam mais de US$ 100 milhões em BTC e BNB.
🧠 Bitcoin recua para os US$ 82 mil e dominância sobe a 59,5% enquanto altcoins sofrem mais
Depois de disparar acima dos US$ 84 mil na terça-feira (21/10), impulsionado por US$ 188 milhões em liquidações de posições vendidas em 24 horas, o Bitcoin deu um passo atrás e opera perto dos US$ 82 mil, com queda de cerca de 1,8% nas últimas 24 horas. A correção foi mais profunda no restante do mercado: o índice CD20 perdeu 2,6%, com Solana caindo 2,8%, Ethereum recuando 2% e testando a linha dos US$ 2,4 mil, e altcoins de maior risco afundando de 4% a 8%. O efeito colateral é uma alta da dominância do Bitcoin, que chegou a 59,5%, o maior patamar recente, reforçando que o capital está abrigado no ativo mais defensivo do ecossistema. Enquanto ETH cai, os dados on-chain mostram Ethereum cada vez mais escasso: a taxa de ETH em staking bateu recorde histórico de 35,9% após seis trimestres seguidos de crescimento. O mercado segue de olho na decisão de juros do Fed em 28 de outubro e nos fluxos dos ETFs spot, que seguiram firmes após as captações de US$ 526,7 milhões registradas na segunda-feira.
🚨 Radar Cripto
Bitcoin recua ~1,8% para a casa dos US$ 82-83 mil após recusar a máxima semanal de US$ 84,8 mil; ETH cai 2,1% a US$ 2,404 e XRP perde 1,7% a US$ 1,33. O índice CD20 cai 2,6% e a dominância do BTC sobe a 59,5%, sinal de fuga para a qualidade.
Solana coloca em produção o Alpenglow, o maior upgrade de consenso de sua história: o tempo para uma transação se tornar irreversível caiu de cerca de 12,8 segundos para cerca de 150 milissegundos. Validadores aposentaram o TowerBFT e migraram a rede em operação no slot 459.653.000, na quarta-feira (21/10), sem interromper o ledger.
O OCC (EUA) publicou a regra final que implementa o GENIUS Act para emissores de stablecoins sob sua supervisão, com exigências definidas antes de a lei entrar em vigor em 18 de janeiro de 2027. Na Europa, a França avança com proposta de tributar conversões de cripto em stablecoins em 31,4%.
Tether anuncia investimento na fintech Peso para expandir pagamentos com USDT no Brasil e na América Latina, dias após a Mastercard lançar sistema de monitoramento de riscos em pagamentos com stablecoins citando a compra de café como exemplo no Brasil. Stablecoins já movimentam cerca de US$ 400 milhões por hora no mundo.
Carteiras ligadas ao governo dos EUA movimentaram mais de US$ 100 milhões em Bitcoin e BNB na terça-feira, conforme dados da Arkham. Nenhuma venda foi confirmada até agora, mas o mercado acompanha de perto movimentos de wallets oficiais.
Dogecoin ganha uma empresa dedicada a desenvolver seu ecossistema; o trailer de GTA 6 cita a moeda 'Dacity' e degens criaram uma meme coin homônima na Solana com pico de US$ 15 milhões em valor de mercado; e o ETH em staking atinge recorde histórico de 35,9% do supply.
💡 Insight da Edição
Enquanto o preço dá uma respirada, a batalha pelos pagamentos com stablecoins no Brasil esquenta. A Tether, emitente do USDT, anunciou investimento na fintech Peso justamente para acelerar os pagamentos com USDT no Brasil e na América Latina, e a Mastercard lançou seu sistema de monitoramento de riscos para stablecoins usando a compra de um café no Brasil como exemplo. No plano local, a corretora Ripio encerra sua operação de negociação com Pix no dia 29 de outubro (mas reafirma que segue firme no país), a Onda Finance virou a primeira instituição cripto em processo de autorização no Banco Central e a Receita Federal recebe propostas de 26/10 a 4/11 no leilão de máquinas de mineração apreendidas em Viracopos (lance mínimo de R$ 37,8 mil). O sinal é claro: a infraestrutura de pagamentos cripto está sendo construída no Brasil agora, independentemente do humor do mercado.
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