O mercado prende a respiração pelo Fed
Mercado cripto digere a saída de US$ 635 milhões dos ETFs spot de Bitcoin, o pior dia desde junho, com o índice de Medo e Ganância em 56 e o petróleo acima de US$ 100 a cinco dias da decisão de juros do Fed, marcada para 28 de outubro; altcoins reboteiam na madrugada com o IRYS saltando 188%, enquanto no Brasil a Samba Network promete pagamentos globais com Pix e stablecoins e a Crown, emissora da BRLV, avança na regulação.
🧠 O mercado prende a respiração pelo Fed
O Bitcoin entrou no fim de semana sob pressão, oscilando entre US$ 80,5 mil e US$ 81,7 mil depois de perder a média móvel de 50 dias pela primeira vez em 66 dias, seu pior sinal técnico desde o fim de julho. A aversão a risco segue ditando o ritmo: petróleo Brent acima de US$ 100, juros dos títulos em alta e ações de tecnologia em queda pressionam as bolsas e derrubaram o índice de Medo e Ganância para 56, contra pico de 82 em agosto. Do lado institucional, os ETFs spot de Bitcoin registraram saída de US$ 635,6 milhões na quinta-feira (22/10), o pior dia desde 25 de junho, apagando quase 60% das captações dos três dias anteriores e devolvendo outubro ao vermelho, com US$ 175 milhões de resgates líquidos. O leve rebote da madrugada deste sábado, com altcoins recuperando terreno e o PEPE saltando 13%, ainda não sustenta uma virada: com a decisão de juros do Fed marcada para 28 de outubro, o mercado entrou oficialmente em modo 'espera e vê', e a briga agora é para não entregar o piso psicológico dos US$ 80 mil.
📊 O que isso significa
Resistir acima dos US$ 80 mil até a decisão do Fed de 28/10 é o teste imediato; o rompimento da média móvel de 50 dias combinado a novos dias de saída de ETFs aumenta o risco de outubro fechar no vermelho pela primeira vez desde 2024.
🚨 Radar Cripto
Bitcoin testa a zona dos US$ 80 mil no fim de semana e perde a média móvel de 50 dias pela primeira vez em 66 dias; o rebote da madrugada deste sábado ainda não passa dos US$ 81,7 mil, com dominância do BTC elevada e altcoins ensaiando recuperação.
Os ETFs spot de Bitcoin registraram saída de US$ 635,6 milhões na quinta-feira (22/10), a maior desde 25 de junho, apagando quase 60% das captações de três dias (US$ 1,07 bilhão) e devolvendo outubro ao vermelho, com US$ 175 milhões de saídas líquidas.
O índice de Medo e Ganância caiu para 56, contra pico de 82 em agosto, pressionado pelo petróleo acima de US$ 100, pela alta dos juros dos títulos americanos e pelo fluxo negativo dos ETFs.
Mercado purga alavancagem: quase US$ 1 bilhão em posições compradas foi liquidado nas últimas 24-48 horas, com ETH liderando as perdas, enquanto o IRYS explodiu 188% em 24 horas com US$ 21,4 milhões em shorts liquidadas.
XRP perde suporte-chave e tenta segurar a linha dos US$ 1,28; ZEC cai perto de 6%, NEAR recua quase 9% e DOT também amarga perdas relevantes entre as grandes altcoins.
Acionista da Circle processa Donald Trump e a World Liberty Financial em corte federal; Nova York cobra mais de US$ 1,3 bilhão dos fundadores da NovaTech, um casal que fugiu dos Estados Unidos.
💡 Insight da Edição
Enquanto o mundo espera o Fed, o Brasil segue construindo infraestrutura própria de pagamentos em cripto. Durante o Plan B Forum, em Lugano, o brasileiro Rocelo Lopes, criador da Truther e chief of digital currency da Rezolve AI, revelou ao BeInCrypto a Samba Network, blockchain batizada em homenagem ao país e projetada para processar 100 mil transações por segundo com privacidade nativa. A ideia é que emissores como a Tether e projetos brasileiros possam emitir stablecoins sobre essa infraestrutura, acelerada pelo protocolo SS4P (Stablecoin Standard for Payments), um QR Code padronizado para pagamentos com stablecoins inspirado diretamente no Pix. Para Lopes, países sem sistemas instantâneos desenvolvidos, como Bolívia e Nigéria, poderiam 'pular etapas' adotando o modelo. Ele não poupou críticas às regras brasileiras: 'estamos punindo as startups', avaliou, lembrando que precisou estruturar sua operação em El Salvador por causa dos custos das licenças exigidas pelo Banco Central. E falando em Banco Central: a Crown, emissora da stablecoin BRLV, pediu licença para atuar como corretora de criptoativos e oferecer câmbio, conta de pagamento e Pix, com o prazo de licenciamento do setor vencendo justamente neste mês de outubro — mais um capítulo da corrida das stablecoins no país, que já movimenta bilhões de reais em 2026.
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