A ressaca do Fed
Bitcoin volta abaixo de US$ 80 mil e liquida US$ 356 milhões após o Fed manter juros em tom rígido; ETFs seguem recebendo recursos e Binance corre contra o prazo do Bacen no Brasil.
🧠 A ressaca do Fed
O Federal Reserve manteve os juros na faixa de 3,75% a 4% na véspera das midterms, mas o tom rígido (hawkish hold) e uma votação dividida por 10 a 2 amargaram o humor do mercado: foi a primeira dissidência conjunta entre um governador e um presidente regional desde 1992, com Lisa Cook e Beth Hammack defendendo alta de juros, enquanto o presidente Kevin Warsh insistiu que a política não teve papel na pausa, com a inflação ainda acima de 3%. O Bitcoin perdeu o rebote de dois dias, caiu de volta abaixo dos US$ 80 mil e liquidou US$ 356 milhões em posições alavancadas em 24 horas, pressionado pela fraqueza das ações de tecnologia liderada pelos resultados frustrantes da Samsung. O detalhe curioso: os ETFs spot de Bitcoin seguiram recebendo recursos (US$ 175,99 milhões na segunda e US$ 423,66 milhões em três dias), mas os preços caíram mesmo assim, sinal de que a pressão vem do mercado de derivativos e das ações, não dos fundos. Entre as majors, Ethereum opera a US$ 2.317 (-2,2%), Solana segura os US$ 100 (-2,3%) e XRP recua a US$ 1,29 (-3,0%). A dominância do Bitcoin chegou a 59,5% do mercado, com ETH caindo 12,5% e SOL 14,5% no mês, o que coloca em dúvida qualquer altseason imediata.
🚨 Radar Cripto
Fed mantém juros entre 3,75% e 4% em votação dividida por 10 a 2, com dissidência conjunta de governador e presidente regional pedindo alta, a primeira desde 1992; Warsh nega papel da política a seis dias das midterms.
Bitcoin cai de volta abaixo dos US$ 80 mil e liquida US$ 356 milhões em posições compradas em 24 horas; fraqueza das techs após resultados da Samsung e o tom rígido do Fed pesam sobre o risco global.
Apesar da queda, os ETFs spot de Bitcoin registraram entradas de US$ 175,99 milhões na segunda e US$ 423,66 milhões em três dias; Galaxy Research aponta que hedge funds cortaram 68.000 BTC de exposição nos fundos.
Dominância do Bitcoin chega a 59,5% do mercado; no mês, ETH cai 12,5% e SOL 14,5%, e o BTC de -4,1% em outubro é o menor recuo entre os grandes, adiando o debate sobre altseason.
MARA envia mais 1.000 BTC (US$ 81 milhões) para a BitGo, a quarta grande transferência de outubro; Strategy divulga resultados do 3º tri na sequência, após perda de US$ 8,3 bilhões no trimestre anterior.
Binance protocola pedido de licença de criptoativos no Brasil antes do prazo de sexta-feira (30/10) e retira 22 criptos da listagem para usuários brasileiros, na expectativa de avançar com o Banco Central.
💡 Insight da Edição
No Brasil, a semana segue marcada pela ressaca eleitoral: o mercado teve a pior reação de primeira sessão das últimas seis eleições presidenciais, antes de o dólar recuar para a casa dos R$ 5,35 na terça-feira. Com isso, o bitcoin em real segue estufado ante a referência em dólar, girando em torno de R$ 427 mil, e a criptomoeda virou alternativa de proteção para investidores locais diante da volatilidade cambial. No regulatório, a corrida contra o relógio é da Binance: a exchange protocolou o pedido de licença de criptoativos no Banco Central antes do prazo de sexta-feira (30/10), retomou as conversas com o Bacen e delistou 22 criptos para usuários brasileiros, um sinal claro de que o mercado local caminha para um patamar institucional mais rígido. A combinação de câmbio pressionado e regulação avançando deve manter o Brasil no centro do radar cripto nos próximos dias.
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