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Edição #— — domingo, 1 de novembro de 2026
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Binance retoma saques gradualmente e anuncia cobertura de 95% do roubo de US$ 6,3 bilhões

A corretora reabre saques em fases na manhã deste domingo (1º/11), começando por BTC, ETH, BNB, SOL, XRP e DOGE; o FBI atribuiu o maior roubo da história das criptos à unidade TraderTraitor, da Coreia do Norte, enquanto o Bitcoin volta aos US$ 78 mil e o Brasil encerra o prazo de pedidos de licença ao Bacen com nomes como Ripple, Coinbase e Bitget.

BTC
78134
▲ 1.11
ETH
2275.34
▲ 1.53
USDT
0.9995
▲ 0.03
BNB
714.82
▲ 1.97
XRP
1.25
▲ 0.56
USDC
1.00
▲ 0.01
SOL
95.80
▲ 0.46
TRX
0.31
▼ -2.78
ZEC
1252.61
▼ -1.60
FIGR
1.06
— 0.00

🧠 Binance retoma saques gradualmente e anuncia cobertura de 95% do roubo de US$ 6,3 bilhões

A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, retomou os saques gradualmente na manhã deste domingo (1º), entre 3h e 6h no horário de Brasília, cerca de 60 horas após o maior roubo da história das criptomoedas. A primeira fase inclui bitcoin, ether, BNB, Solana, XRP, dogecoin e outros tokens; os depósitos nunca foram interrompidos. Segundo a empresa, 95% dos US$ 6,3 bilhões roubados já foram repostos por meio de compras e recuperação de ativos, e os 5% restantes são tokens de menor liquidez, cuja recomposição deve levar mais tempo. 'Os fundos dos usuários continuam seguros. A Binance absorverá o impacto financeiro dos fundos roubados, e não os usuários', afirmou a corretora, que mantém um fundo SAFU de US$ 1 bilhão e conta que as perdas serão cobertas pelo fundo e pelos recursos da empresa, na palavras do co-CEO Richard Teng. O FBI confirmou no sábado (31) que a autoria é da TraderTraitor, unidade de hackers patrocinada pelo Estado norte-coreano: integrantes do grupo foram vistos convertendo os ativos roubados em ether. Análises da TRM Labs mostram que os atacantes comprometeram a infraestrutura de assinatura da corretora e drenaram as carteiras em cerca de 20 minutos, na quinta-feira (29); emissores de stablecoins como Tether e Circle congelaram cerca de metade dos ativos roubados. O mercado já dá sinais de acomodação: o Bitcoin opera a US$ 78,1 mil (+1,1%), a capitalização total segue na casa de US$ 2,66 trilhões e a retomada dos saques em fases será o principal termômetro da confiança dos investidores nesta semana.

🚨 Radar Cripto

MERCADO

Bitcoin absorve o choque e volta a US$ 78 mil (+1,1%), com Ethereum a US$ 2.275 (+1,5%); a capitalização total do mercado opera a US$ 2,66 trilhões e o índice Fear & Greed ainda marca 30, território de medo.

FBI

O FBI atribuiu oficialmente o ataque à TraderTraitor, unidade de hackers patrocinada pela Coreia do Norte; membros do grupo foram vistos convertendo os ativos roubados em ether, e a agência espera novas operações de lavagem dos fundos.

SEGURANÇA

Segundo a TRM Labs, os criminosos sequestraram a infraestrutura de assinatura da Binance e drenaram as carteiras em cerca de 20 minutos; emissores como Tether e Circle congelaram cerca de metade dos US$ 6,3 bilhões roubados.

ETFs

ETFs de Bitcoin registraram saída líquida de US$ 64 milhões em um único dia, enquanto fundos de Ethereum, Solana e XRP absorveram US$ 28 milhões: sinais de rotação institucional silenciosa para as altcoins.

LIQUIDAÇÕES

A onda de venda de BTC, ETH e XRP após o hack liquidou cerca de US$ 1,5 bilhão em posições alavancadas, com quase 84% das ordens forçadas em apostas de alta e a Binance respondendo por aproximadamente metade do total.

PRIVACIDADE

Zcash negocia a US$ 1.252 depois de tocar máxima de 4 anos acima de US$ 1.700 em setembro; moedas de privacidade ganham atenção com o debate de vigilância, mas o ZEC ainda recua 1,6% no dia.

💡 Insight da Edição

O Brasil encerrou o prazo de pedidos de autorização ao Banco Central com uma fila de peso: Ripple, Coinbase, Bitget, OKX, Brasil Bitcoin, UnblockPay e Ripio estão entre as empresas que pediram licença para operar como prestadoras de serviços de ativos virtuais. Mesmo convivendo com o maior hack da história do setor, os grandes players globais seguem apostando no mercado brasileiro regulado, o que deve acirrar a competição por clientes já em 2027. No entanto, o ambiente fica mais rígido: a partir desta data, saques de cripto para exchanges estrangeiras e carteiras de autocustódia passam a exigir informações adicionais (data, ativo, quantidade e destino), a Binance passa a pedir a finalidade de cada saque internacional de clientes brasileiros, e a proposta do BC de travar por 24 horas transferências acima de US$ 10 mil segue sob críticas da ABcripto, que alerta para risco de migração para canais não regulados. Na prática, o investidor brasileiro ganha um mercado mais maduro, mas com mais atrito operacional.

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