Binance vê US$ 6 bilhões saírem após reabrir saques, e Bitcoin segura os US$ 78 mil
A maior corretora do mundo registrou saque líquido de US$ 3,6 bilhões em poucas horas e viu o total chegar a US$ 6 bilhões segundo a DefiLlama; ETFs de Bitcoin tiveram a maior saída diária em quatro meses, hackers norte-coreanos já lavam US$ 242 milhões via Tron e o Brasil fecha o prazo de licenças do Banco Central com 68 instituições na fila.
🧠 Binance vê US$ 6 bilhões saírem após reabrir saques, e Bitcoin segura os US$ 78 mil
O primeiro teste real de confiança na Binance depois do maior roubo da história das criptomoedas começou neste domingo (1º) e continuou na madrugada desta segunda-feira (2). A corretora reabriu os saques em fases às 6h UTC (3h de Brasília) e, até as 15h30 UTC, processou US$ 4,649 bilhões em retiradas contra US$ 1,01 bilhão em depósitos, um saque líquido de aproximadamente US$ 3,64 bilhões, equivalente a 2,1% dos US$ 171 bilhões em ativos sob custódia. Dados da DefiLlama mostram que o fluxo líquido seguiu aumentando e já supera US$ 6 bilhões, com o volume de saques desacelerando depois do pico inicial. A Binance afirma ter reposto cerca de 95% dos US$ 6,3 bilhões roubados na quinta-feira (29) e garante que absorverá o prejuízo com o fundo SAFU, de US$ 1 bilhão, e recursos próprios. Os ativos mais retirados foram USDT, USDC e bitcoin, e corretoras rivais ganharam depósitos: a OKX liderou com US$ 445 milhões em entradas líquidas em 24 horas. O Bitcoin, que chegou a cair forte na quinta, recuperou terreno e opera a US$ 78,2 mil (+0,1%) no início da manhã, enquanto o Ethereum sobe 1% a US$ 2.296; a capitalização total do mercado recua 2,7% para US$ 2,61 trilhões, com dominância de BTC em 60%. O Federal Bureau of Investigation (FBI) atribuiu o ataque à TraderTraitor, unidade de hackers patrocinada pela Coreia do Norte, e pressiona a THORChain a congelar fundos; a rede, no entanto, parou as swaps por causa de um bug de reorganização de blocos, o que atrasou a movimentação dos ativos roubados. Analistas da Chainalysis e da TRM Labs já rastreiam US$ 242 milhões lavados via Tron e cerca de US$ 140 milhões que passaram por pontes como Relay, THORChain, Chainflip e Symbiosis. O saldo da semana dependerá de dois fatores: se os saques continuam em ritmo de normalização e se os ETFs americanos, que perderam US$ 643 milhões na sexta-feira, retomam as entradas antes das eleições de meio de mandato nos EUA, nesta terça (3).
🚨 Radar Cripto
Bitcoin recupera e opera a US$ 78,2 mil (+0,1%), com Ethereum a US$ 2.296 (+1,0%); a capitalização total cai 2,7% para US$ 2,61 trilhões e o índice Fear & Greed marca 37, ainda em território de medo. O Zcash (ZEC) lidera os ganhos entre as maiores, a US$ 1.260 (+0,7%).
A corretora processou US$ 4,649 bilhões em saques contra US$ 1,01 bilhão em depósitos até as 15h30 UTC de domingo, saque líquido de US$ 3,64 bilhões, ou 2,1% dos US$ 171 bilhões em ativos. A DefiLlama aponta fluxo líquido superior a US$ 6 bilhões no acumulado das últimas 24 horas.
Os ETFs americanos de Bitcoin tiveram a maior saída diária em quatro meses na sexta-feira (30), com US$ 643 milhões resgatados. Em outubro, o saldo foi negativo em US$ 515 milhões, e os fundos de Ethereum registraram saída recorde mensal de US$ 1,61 bilhão desde o lançamento em 2024.
A THORChain suspendeu swaps envolvendo ativos de 10 redes, incluindo Bitcoin, Ethereum, Solana e Tron, por causa de um bug de reorganização de blocos. O fundador da rede rejeitou o pedido do FBI para congelar fundos, e o atraso atrapalhou a movimentação dos recursos roubados pelos hackers.
Analistas já rastreiam US$ 242 milhões do saque da Binance lavados via Tron, segundo a The Block. Cerca de US$ 140 milhões saíram da rede por pontes como Relay, THORChain, Chainflip e Symbiosis, com Relay concentrando o maior volume, de US$ 48 milhões.
O BTCPay Server pediu que operadores desliguem servidores após relatos de carteiras quentes drenadas; a falha parece atingir versões anteriores à 2.4.2. Na Coreia do Sul, o Banco Central pesquisa 31 instituições financeiras sobre exposição a riscos cripto, e o Partido Comunista chinês incluiu cripto e blockchain na nova ofensiva anticorrupção.
💡 Insight da Edição
O Brasil encerrou na sexta-feira (30) o prazo para empresas que já atuavam com ativos virtuais pedirem autorização ao Banco Central, e a fila surpreendeu: 68 instituições foram identificadas na disputa, segundo levantamento da Cainvest Group. Estão lá os maiores bancos do país (Itaú, Bradesco, Nubank, Inter e BTG Pactual via Mynt), a B3, e praticamente todas as grandes exchanges globais, de Binance, Coinbase e Kraken a OKX, Bybit e Bitget, além das brasileiras Mercado Bitcoin, Foxbit e Brasil Bitcoin e de empresas de stablecoin como Ripple, Transfero, Avenia e Parfin. Quem perdeu o prazo terá de encerrar as operações no país em 30 dias, e a Resolução 520 já proíbe bancos e instituições de pagamento autorizadas de intermediar ou custodiar transações de prestadoras sem licença ou sem pedido em análise. O recado é direto: quem não está na fila fica fora do sistema bancário. Ao mesmo tempo, a Revolut comunicou o fim da venda de cripto para clientes brasileiros, com conversão automática de saldos em dólares após 24 de novembro. O Brasil, que lidera o índice global de adoção da Chainalysis e movimentou US$ 252,5 bilhões em cripto entre julho de 2025 e junho de 2026, entra na fase em que o mercado deixa de ser terra sem lei e passa a ter custo de capital, exigência de governança e concorrência direta com os bancos tradicionais.
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