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Edição #— — terça-feira, 3 de novembro de 2026
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Mercado Bitcoin sofre ataque de US$ 40 milhões, e Binance abre a 2ª fase de saques

A maior corretora do Brasil detectou uma invasão nas carteiras quentes e suspendeu saques e depósitos após movimentações suspeitas em ao menos 10 redes, com perda estimada em R$ 217 milhões pela Hypernative; a Binance retoma mais redes nesta terça com o ritmo de saques desacelerando, os ETFs de Bitcoin têm a maior saída diária desde junho e o mercado espera as eleições de meio de mandato nos EUA com o BTC abaixo de US$ 77 mil.

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ZEC
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🧠 Mercado Bitcoin sofre ataque de US$ 40 milhões, e Binance abre a 2ª fase de saques

O Mercado Bitcoin confirmou nesta segunda-feira (2) que sofreu um incidente de segurança durante a madrugada e suspendeu temporariamente depósitos e saques. A empresa de segurança Hypernative, que monitora transferências em blockchain, estima perdas superiores a US$ 40 milhões, cerca de R$ 217 milhões, em ativos que saíram de carteiras atribuídas à corretora para endereços recém-criados. O rastreamento identificou movimentações em pelo menos dez redes, entre elas Bitcoin, Ethereum, Solana, Tron, Polygon, Arbitrum, Avalanche, BNB Smart Chain e Stellar, com cerca de 106 bitcoins entre os ativos detectados. A maior concentração de transferências ocorreu entre 3h19 e 3h53 de Brasília. Segundo a Bloomberg, o ataque atingiu as carteiras quentes, que ficam conectadas à internet para operar, e a própria corretora vai absorver o prejuízo. O Mercado Bitcoin afirma que conteve o incidente, que não houve prejuízo a clientes nem vazamento de dados, e publicou cinco endereços de destino suspeitos para ajudar no rastreamento. O caso acontece quatro dias depois do roubo de US$ 6,3 bilhões da Binance, atribuído pelo FBI ao grupo norte-coreano TraderTraitor, mas não há evidência pública de ligação entre os dois ataques. Para o investidor brasileiro, o episódio reacende a pergunta sobre custódia: o STJ e o Marco Legal dos Criptoativos consolidaram a responsabilidade objetiva das plataformas, e o Judiciário tem tratado segurança digital como risco inerente à atividade. Especialistas recomendam reunir extratos, comprovantes e protocolos de atendimento desde já.

Na Binance, a segunda fase de saques começa nesta terça-feira a partir das 4h UTC (1h de Brasília), com liberação progressiva em redes como BNB Smart Chain, Ethereum, Solana, XRP Ledger, Sui, Arbitrum, Optimism, Tron e Base, além da reabertura de saques em moedas fiduciárias como dólar, peso filipino e rupia indonésia. Os dados da DefiLlama mostram que as saídas líquidas caíram para US$ 2,57 bilhões na segunda-feira, contra US$ 6,1 bilhões no domingo, num total de cerca de US$ 4,7 bilhões desde a reabertura, perto de 2,8% dos ativos sob custódia. A corretora diz ter reposto a maior parte dos recursos desviados com caixa próprio e o fundo SAFU, e alertou que golpistas estão se passando pela empresa para cobrar por saques acelerados.

O mercado devolveu o alívio da véspera. O Bitcoin opera a US$ 76,5 mil (-2,2%), no menor nível desde o início de setembro e abaixo da média móvel de 200 dias; o Ethereum cai 1,9% a US$ 2.254, a Solana perde 3,1% e a BNB recua 2,5% para US$ 692. A capitalização total do mercado está em US$ 2,57 trilhões, com dominância de BTC em 59,8% e o índice Fear & Greed em 26, ainda em zona de medo, mas abaixo dos 37 de ontem. O único grande que escapa é a TRX, +1,8%.

Os ETFs americanos de Bitcoin abriram novembro com US$ 398,6 milhões em saídas líquidas na segunda-feira, puxados pelo IBIT, da BlackRock, que perdeu US$ 405,3 milhões, sua maior saída diária desde 26 de junho. Em outubro, os fundos spot de BTC tiveram resgate líquido de US$ 515 milhões e o saldo de 2026 está negativo em cerca de US$ 38 milhões. Os ETFs de Ethereum perderam mais US$ 140 milhões e já somam seis sessões seguidas de saques, depois do recorde mensal negativo de US$ 1,61 bilhão em outubro.

A Zcash é o destaque negativo entre as maiores: o ZEC despenca 10,6% para US$ 1.127, com liquidação de um comprador alavancado que perdeu cerca de US$ 5,84 milhões ao ser estopado abaixo de US$ 1.200. No pano de fundo, a disputa pelo pool de subsídios da Zcash Community Grants, de cerca de US$ 124 milhões, e a expectativa pelo upgrade NU7, previsto para a madrugada de 6 de novembro no bloco 3.543.405.

No cenário externo, o sell-off das ações de chips derrubou o Nasdaq 100 para território de correção e arrastou as bolsas asiáticas, com o Kospi caindo quase 3%. Os americanos votam nesta terça-feira nas eleições de meio de mandato, e o mercado tenta medir o impacto: uma pesquisa da Bloomberg associa a chance de o Bitcoin voltar a US$ 100 mil a um Congresso republicano, enquanto os mercados de previsão apontam vantagem democrata, o que elevaria o risco regulatório para intermediárias como Coinbase, Circle e Robinhood. A Coreia do Norte negou o envolvimento no ataque à Binance: Kim Yo Jong chamou a atribuição do FBI de provocação política e insinuou, sem provas, que os EUA estariam por trás do roubo.

🚨 Radar Cripto

MERCADO

Bitcoin cai 2,2% a US$ 76,5 mil, no menor nível desde o começo de setembro, e o Ethereum recua 1,9% a US$ 2.254; a capitalização total está em US$ 2,57 trilhões, com dominância de BTC em 59,8% e o índice Fear & Greed em 26, contra 37 ontem. A TRX (+1,8%) é a única das grandes em alta.

MERCADO BITCOIN

A Hypernative estima perda superior a US$ 40 milhões (R$ 217 milhões) no ataque às carteiras quentes da corretora, com transferências suspeitas em pelo menos dez redes entre 3h19 e 3h53 de Brasília e cerca de 106 bitcoins identificados. O Mercado Bitcoin diz que conteve o incidente, não houve prejuízo a clientes nem vazamento de dados, e que vai absorver o prejuízo.

BINANCE

A segunda fase de saques começa nesta terça às 4h UTC, com liberação progressiva em BNB Smart Chain, Ethereum, Solana, XRP Ledger, Sui, Arbitrum, Optimism, Tron e Base. As saídas líquidas caíram de US$ 6,1 bilhões no domingo para US$ 2,57 bilhões na segunda, num total de cerca de US$ 4,7 bilhões desde a reabertura, ou 2,8% dos ativos.

ETFS

Os ETFs spot de Bitcoin tiveram US$ 398,6 milhões em saídas líquidas na segunda-feira, com o IBIT da BlackRock perdendo US$ 405,3 milhões, a maior saída diária desde 26 de junho. Em outubro, o resgate líquido foi de US$ 515 milhões e o saldo de 2026 está negativo em US$ 38 milhões; os ETFs de ETH somam seis dias seguidos de saques.

ZCASH

O ZEC despenca 10,6% para US$ 1.127, pressionado pela liquidação de um comprador alavancado com perda de US$ 5,84 milhões e pela disputa em torno do pool de US$ 124 milhões da Zcash Community Grants. O upgrade NU7 está previsto para a madrugada de 6 de novembro, no bloco 3.543.405, e fundos antigos no pool Sprout ficarão inutilizáveis.

ELEICOES

O sell-off das ações de chips levou o Nasdaq 100 a território de correção e derrubou as bolsas asiáticas, com o Kospi perdendo quase 3%. Os EUA votam nesta terça nas eleições de meio de mandato, com os mercados de previsão apontando vantagem democrata e risco regulatório maior para Coinbase, Circle e Robinhood.

💡 Insight da Edição

O ataque ao Mercado Bitcoin muda o tom do debate regulatório brasileiro justamente na semana em que o país fechou a porta para quem ficou fora das regras. Na sexta-feira (30) terminou o prazo para as empresas que já operavam com ativos virtuais pedirem autorização ao Banco Central, e 68 instituições entraram na fila, segundo levantamento da Cainvest Group: os grandes bancos (Itaú, Bradesco, Nubank, Inter e BTG via Mynt), a B3, as globais Binance, Coinbase, Kraken, OKX, Bybit e Bitget, e as brasileiras Mercado Bitcoin, Foxbit e Brasil Bitcoin. Quem perdeu o prazo tem 30 dias para encerrar as operações reguladas, e a Resolução 520 já impede bancos e instituições de pagamento autorizadas de intermediar ou custodiar transações de prestadoras sem licença. O detalhe incômodo é que a maior corretora nacional, que está na fila do BC, foi alvo de um ataque de mais de US$ 40 milhões quatro dias depois do maior roubo da história das criptos. Para o investidor, a lição prática é dupla: a responsabilidade objetiva do Código de Defesa do Consumidor e do Marco Legal dos Criptoativos protege quem tem contrato com a plataforma, mas não elimina o risco operacional da custódia em corretora. Vale guardar extratos, comprovantes e protocolos de atendimento, e tratar a autorização do BC como critério mínimo de escolha, não como selo de segurança. O Brasil, que lidera o índice de adoção da Chainalysis e movimentou US$ 252,5 bilhões em cripto entre julho de 2025 e junho de 2026, entra na fase em que governança, auditoria e segurança de custódia passam a custar caro, e quem não consegue pagar essa conta sai do mercado.

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