Bitcoin recupera os US$ 80 mil com short squeeze de US$ 950 milhões, e democratas já desenham nova lei cripto com SEC mais dura
O bitcoin saiu de US$ 75,6 mil na noite da eleição para US$ 81 mil em doze horas, com US$ 950 milhões em posições liquidadas e US$ 215 milhões em shorts zerados em uma única hora; enquanto isso, a Câmara democrata discute transformar o projeto de Maxine Waters na nova lei de estrutura de mercado, com mais poder para a SEC, os ETFs de bitcoin voltam a captar US$ 74,6 milhões, o Mercado Bitcoin bloqueia US$ 15 milhões mas segue com saques parados, a MARA move 1.650 BTC para mesa institucional e o Zcash ativa o upgrade NU7 com blocos de 25 segundos.
🧠 Bitcoin recupera os US$ 80 mil com short squeeze de US$ 950 milhões, e democratas já desenham nova lei cripto com SEC mais dura
O mercado virou a página da eleição em menos de doze horas. O bitcoin marcou a mínima de US$ 75,6 mil na noite de terça, quando as projeções confirmaram a virada democrata no Congresso, e voltou a US$ 81 mil na manhã de quarta, um giro de cerca de 7,3% de ponta a ponta. Na manhã desta quinta-feira, o ativo opera perto de US$ 80,4 mil, alta de 2,6% em 24 horas, e o ether sobe 4,2% a US$ 2.418. A capitalização total do mercado retorna a US$ 2,71 trilhões, com dominância de BTC em 59,5%, e o índice Fear & Greed sobe de 35 para 50, deixando a zona de medo e entrando em terreno neutro.
O movimento foi mecânico antes de ser fundamentalista. Cerca de US$ 950 milhões em posições alavancadas foram liquidadas em 24 horas, dos quais US$ 560 milhões eram apostas contra a alta, e US$ 403 milhões só em bitcoin, sendo 76% shorts. O CEO da CryptoQuant, Ki Young Ju, registrou US$ 215 milhões em shorts de bitcoin zerados em uma única hora. A onda veio junto com o alívio nos mercados tradicionais: o Dow Jones subiu 3%, o S&P 500 ganhou 1,7%, o Nasdaq avançou 1,8% e o petróleo Brent caiu 9% para US$ 93,91 o barril, depois que o vice-presidente JD Vance atribuiu a derrota republicana à guerra com o Irã. Com o petróleo mais barato, a pressão inflacionária alivia e a chance de alta de juros em dezembro diminui, o que o dólar sentiu: o DXY recuou 0,55% para 101,32, o menor nível desde 1º de outubro.
A leitura política, porém, piorou. A TD Cowen escreveu que o CLARITY Act está morto pelos próximos dois anos e que as comissões que tratam de cripto passam para os democratas em janeiro. A resposta veio rápido: segundo a jornalista Eleanor Terrett, a Câmara democrata discute ampliar o Crypto Investor and Consumer Bill of Rights, de Maxine Waters, para um projeto completo de estrutura de mercado, aproveitando as cláusulas democratas negociadas durante o CLARITY Act. O texto daria mais poder à SEC sobre plataformas de negociação e poderia ser apresentado quando o novo Congresso tomar posse, em 3 de janeiro de 2027. A indústria, que gastou US$ 176 milhões em comitês de ação neste ciclo, incluindo US$ 154,5 milhões da Fairshake, viu sua maior aposta falhar: US$ 64 milhões não impediram a volta de Sherrod Brown no Ohio.
O fluxo institucional deu o primeiro sinal positivo em quatro dias. Os ETFs à vista de bitcoin dos EUA captaram US$ 74,57 milhões em 4 de novembro, puxados pela FBTC da Fidelity com US$ 236,72 milhões, enquanto a IBIT da BlackRock devolveu US$ 201,24 milhões. O patrimônio líquido total do segmento é de US$ 102,26 bilhões, equivalente a 6,35% da capitalização do bitcoin. Na rede, dois movimentos grandes chamaram atenção: a MARA transferiu 1.650 BTC, cerca de US$ 132,8 milhões, para Galaxy Digital, Copper e outras plataformas, somando mais de 2.600 BTC enviados a mesas institucionais em quatro semanas, e a Trump Media moveu 4.259 BTC para a Crypto.com.
No Brasil, a semana é de ajuste de contas em duas frentes. O Mercado Bitcoin informou que bloqueou cerca de US$ 15 milhões, quase R$ 82 milhões, em criptoativos desviados no ataque da madrugada de segunda-feira, mas os saques e depósitos continuam suspensos, já no quarto dia, e a empresa segue sem prazo para normalizar a operação. E nesta sexta-feira, 6, entra em vigor a Resolução BCB 589, que impede bancos e instituições de pagamento de operar com empresas de cripto sem autorização do Banco Central, etapa final de um cerco regulatório que já obriga o reporte ao Coaf de operações acima de US$ 10 mil e inclui o monitoramento de transferências para carteiras de autocustódia.
🚨 Radar Cripto
O bitcoin opera a US$ 80,4 mil, alta de 2,6% em 24 horas, depois de tocar US$ 81 mil na quarta e US$ 75,6 mil na noite da eleição. O ether sobe 4,2% a US$ 2.418, a capitalização total chega a US$ 2,71 trilhões com dominância de BTC em 59,5%, e o Fear & Greed salta de 35 para 50, saindo do medo.
Foram US$ 950 milhões em posições alavancadas liquidadas em 24 horas, sendo US$ 560 milhões de shorts, e US$ 403 milhões apenas em bitcoin, 76% contra a alta. A CryptoQuant registrou US$ 215 milhões em shorts de BTC zerados em uma única hora, no maior aperto de vendedores desde o ataque à Binance.
A TD Cowen declarou o CLARITY Act inviável pelos próximos dois anos e, em resposta, a Câmara democrata discute ampliar o Crypto Investor and Consumer Bill of Rights, de Maxine Waters, em um projeto completo de estrutura de mercado, com mais poder para a SEC e apresentação possível em 3 de janeiro de 2027.
A indústria gastou US$ 176 milhões em comitês de ação no ciclo, com US$ 154,5 milhões da Fairshake, e perdeu a aposta principal: US$ 64 milhões não impediram a vitória de Sherrod Brown no Ohio sobre Jon Husted. Bryan Steil, presidente da subcomissão de ativos digitais, também caiu apesar de US$ 1,9 milhão, mas o Stand With Crypto conta 19 senadores e 222 deputados eleitos pró-cripto.
Os ETFs à vista de bitcoin dos EUA voltaram a captar, com US$ 74,57 milhões em 4 de novembro depois de três sessões de saques. A FBTC da Fidelity entrou com US$ 236,72 milhões e a IBIT da BlackRock perdeu US$ 201,24 milhões, com patrimônio total de US$ 102,26 bilhões, ou 6,35% da capitalização do bitcoin.
O Mercado Bitcoin bloqueou cerca de US$ 15 milhões, quase R$ 82 milhões, mas saques e depósitos seguem suspensos no quarto dia, sem prazo de volta. Na sexta-feira, 6, entra em vigor a Resolução BCB 589, que proíbe bancos e instituições de pagamento de operar com empresas de cripto sem autorização do Banco Central.
💡 Insight da Edição
A conta que o investidor brasileiro precisa fazer nesta quinta-feira tem três variáveis e nenhuma delas é o preço em dólar. Primeiro, a Resolução BCB 589 entra em vigor amanhã e muda a vida de quem opera por exchanges sem licença nacional: bancos e instituições de pagamento ficam proibidos de processar essas operações, e o efeito prático é menos rotas de saque e de depósito, com prazo maior e custo maior para transformar cripto em real. Segundo, o caso Mercado Bitcoin ainda está aberto, com saques parados no quarto dia e US$ 15 milhões bloqueados de um prejuízo estimado em US$ 40 milhões, o que é um lembrete de que a autorização do BC resolve a parte regulatória, não a parte operacional de risco de custódia. Terceiro, o rali de quarta foi de aperto de shorts, não de demanda nova: os ETFs americanos devolveram US$ 1,16 bilhão em três sessões e só agora voltaram com US$ 74,6 milhões, então com o bitcoin a R$ 439 mil quem compra neste patamar está apostando na volta consistente do fluxo institucional, e não na aprovação de uma lei americana que o próprio mercado já considera enterrada até 2028. Em resumo, o cenário externo ficou mais leve para o preço e mais pesado para a regulação, e o investidor brasileiro deveria tratar essa combinação como janela de realização parcial, não como sinal de nova tendência.
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